Tinha uma obra-prima no meio do caminho.

raiva da lua

.

a raiva da lua

.

a esquerda vivia bem

para ela nunca faltou braços

já a direita, dedilhava dúvidas

.

o céu cuspia súplicas

o sol apertava o passo

.

quem estava há tempos no centro

virou sombra e fugiu de si mesmo

.

a luz que olhava minguante

com uma velocidade impressionante

se virou pra iluminar o instante:

.

a lua levantou o dedo médio

ela não estava nem à direita

nem à esquerda e muito menos

no centro das atenções

com inveja e com raiva de tudo

mandou o espaço pra aquele lugar

.

Alexandre França e Édson de Vulcanis

(links ao lado)

.

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~ por polacodabarreirinha em 14/05/2009.

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