michael-jackson

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A musa doente

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Que manhã trazes, ó musa em mágoas?

Teus olhos fundos de visões macabras

Em teu rosto emergem das negras águas

A fria doida dor na qual, só, te acabas.

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Que duende obsessor ou exu de encosto

Te seduziu para a euforia infame de sua turma?

Que pesadelo ainda se repete no teu rosto

Como se tragada em lodos de promíscua furna?

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Tomara Deus que, voltando à boa velha forma,

Teu pensamento batuque outro ritmo

E que, nele, Jesus Cristo toque teu íntimo

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Com o primitivo poema da magnânima norma,

Que no eco dos anjos soa dulcíssima cantiga

E nos campos do senhor te estende a mão amiga.

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Charles Baudelaire (França, 1821/1867)

Livre adaptação de Antonio Thadeu Wojciechowski

e Roberto Prado

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~ por polacodabarreirinha em 27/06/2009.

Uma resposta to “”

  1. sao os porcos quem publicou esta imagem.
    nao sabem o que e bonito.

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