Dali003

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deus relógio

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amigo Solda, escalei o inescalável,

até sentir as nuvens a todo vapor

e poder ver minha cara caída no chão

.

a poesia, você sabe, é inexplicável.

quando ela vem, vem pronta, sem tirar nem por

e onde ela quis chegar eu fui, mas foi em vão

.

prazeres, medos, sonhos, tropecei no nada

e quando vi minha imagem no alto do altar

vi Deus imóvel, ajoelhado, ao meu lado

.

um bom poeta chega ao fim da jornada

e cuida que enfim vai começar a andar

por mim, por você, por onde temos andado

.

mas as horas não prestam contas, vão embora

sem licença, tirando nosso corpo fora

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polaco da barreirinha

.

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~ por polacodabarreirinha em 08/07/2009.

2 Respostas to “”

  1. Thadeu:

    teu verso é qual bonsai que nunca pede poda –
    outros (tipo eu) demoram a engatar
    e o que em teu ritmo é o “devagar”
    sempre atropela o nosso “a toda” –
    resultado (que já era de se esperar:)
    outro poema muito muito foda!

    Saravá!

  2. Valeu, Ivan, é por amigos assim, como você e o Solda, que dá vontade de escrever. Abração.
    Thadeu

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