infinito

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VALE A PENA LER DE NOVO

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Trecho da novelha

OS BÊBADOS AMAM DEMAIS

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Gargalhadas retumbantes por toda parte,

Comida em abundância e bebida da boa,

Viver bem é verdadeiramente uma arte,

Digo pra mim, sem perceber que o tempo voa.

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No céu, as primeiras estrelas tremelicam,

Pipocam aqui e ali inventando ritmos,

Para delírio dos meus olhos que nem piscam.

É tão grande o universo e tão frágeis os signos,

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Diante do mistério da vida, que percebo

Emocionado minha infinita miséria.

A verdade, alma gêmea do belo, é enlevo,

Que se perde na treda ilusão da matéria.

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Ah! Os espíritos elevados, os santos,

Os poetas, os amantes do saber, artistas,

Estão aí espalhados pelos quatro cantos,

Se equilibrando, como os malabaristas

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Se equilibram, no fino fio da esperança

De que tudo um belo dia será bem melhor.

Uma estrela cadente, riscando, avança

E faz eu lembrar de uma canção do Belchior.

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Ninguém na Terra está tão só como eu agora.

A abóboda celeste, de um azul profundo,

Já acendeu todas as suas luzes lá de fora

E eu vejo então toda a beleza desse mundo.

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Meu olhar vai à próxima constelação

E de constelação em constelação vou,

Como vai a emoção, de coração a coração,

Perguntando de onde vim, onde estou, quem sou.

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Uma lágrima cai do meu rosto e orvalha

Uma pequena folha que, distraidamente.

Quase esmago. Mas meu peito todo se cala

Diante do milagre que está à minha frente.

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Pra que saber? Por quê? Os séculos futuros

Terão o mesmo véu de mistério, o mesmo

Enigma devorando o indecifrável medo

Do homem, que, por pura ambição, vive em apuros.

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A hipótese bestial do apocalipse é triste,

Transforma nosso destino e nos acomoda,

Não nos dando a opção de agir sobre o que existe

E o meu vizinho fosse só alguém que incomoda.

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É o mundo dos solitários, dos lunáticos;

Estes vivem à parte, aqueles, a chorar

Por si mesmos. E eu vejo a dor desses fanáticos,

Como um aviso aos navegantes de outro mar,

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Outra vida, onde o amor e a compaixão andam

De mãos dadas, como eu e Beatriz, há pouco

Andávamos. Sei bem que as emoções é que mandam

No coração, foi o que aconteceu conosco.

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Bah! Estou podre de bêbado, muito mais

Do que eu estava quando cheguei aqui ontem.

Mas minha embriaguez é lúcida demais

E a história escrevo, não espero que me contem.

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…………………………

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Antonio Thadeu Wojciechowski

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Leia a novelha completa. Clic aqui.

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~ por polacodabarreirinha em 17/07/2009.

Uma resposta to “”

  1. […] Imperdível! Acesse e boquiaberte-se! […]

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