caneta

.

o eterno retorno

.

me lembro bem, eu já fui um deus

daqueles que moviam mundos e fundos

bastava rir para ver tudo florir

mas aqueles que eu chamava de meus

aqueles que deveriam ter fé

foram virando as costas

e, sem mais nem menos, me largaram a pé

sem perguntas e sem respostas

.

eu sabia que a sensação de estar só

como tudo nesse mundo

um belo dia, retornaria ao pó

e assim me tornei um vagabundo

um inútil pária das estrelas

um monumento ao nada que sirva

um sinônimo de ovelha

não de pastor ou cristo ou shiva

.

o mundo era meu, estava escrito,

no entanto, não tomei posse

e deixei o bem dito pelo maldito

mas se a luz é sombra até que se mostre

encontrei no breu o farol da volta

a poesia me pegou na veia

e, com mil poetas como escolta,

voltei à vida com a caneta cheia!

.

Guardador de Vaca

.

.

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~ por polacodabarreirinha em 30/09/2009.

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