.

colibrilhos & colibreus

ao r. ponts

.

é isso, amigo ponts,

estamos bem pior

você sabia decor

a ausência de horizontes

.

curitiba naufraga

e segue à deriva

foi-se a alma coletiva

e nada mais nos salva

.

se falam em cultura

têm à mão o revólver

a imprensa com seus bofes

não tem assinatura

.

mente, engana, finge

sem saber escrever

os textos são de doer

não há enigma na esfinge

.

usar bem nossa língua

já é pedir demais

vamos deixá-la em paz

há de morrer à míngua

.

mas ontem li o seu livro

que estilo, hein, garoto!?

o artista estava pronto

o gênio mais que vivo

.

não saiu nada na imprensa?

ah saiu? hora e local?

mas que sensacional

essa burrice imensa!

.

melhor que não escreva

nada sairia de bom

seu livro é bourbon

quem o entenda que o beba

.

não vê-lo em carne e osso

e apertar sua carcaça

doeu, mas isso passa

já aconteceu conosco

.

descanse então em paz

na eternidade salta

sua obra em alta e a falta

que você tanto faz

.

Polaco da Barreirinha

.

.

.

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~ por polacodabarreirinha em 18/11/2009.

2 Respostas to “”

  1. Curitiba du temps perdu, que nunca encontrei, e nunca encontrarei… Não saiu na imprensa, e por isso lá estavam os bons.

  2. Pois é, Fábio, só apareceram os que realmente amam a poesia.

    Grande abraço, amigão.

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