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Bola Perdida

“Jimi Hendrix , no festival de Monterrey, fez uma exibição tão divina e maravilhosamente perfeita que se tivéssemos que separar músico e instrumento seria o mesmo que operar xifópagos.”

“Garrincha tocava na bola e o povo se unia em uma única torcida: Alegria Futebol Clube.”

Meus irrequietos leitores, não se preocupem, isto aqui ainda não virou coluna musical, mas, vocês sabem, ela é e sempre será uma janela aberta para a vida, a alegria e a arte. E, para os brasileiros e mais uma boa parte do mundo, o maior artista de todos os tempos ainda é o Garrincha. Então para ficar tudo absolutamente claro entre nós, podemos, se pensarmos com inteligência, chegar juntos à mesma conclusão, isto é, assim como não podemos separar a guitarra de Hendrix, também não podemos separar a bola de Garrincha. Esses dois gênios, que uso como exemplo, seriam corpo e alma como nós? Desconfio que não. Intuo que são mais. Muito mais. Há nesses dois uma certa predestinação, algo que vai além dos milagres ou do mais lúdico e inventivo dom divino.  Digamos que, além do corpo e da alma, há nessa dupla genial uma extensão dos corpos (guitarra e bola), assim como também de suas almas (música e futebol). Mas isso não tem importância.

OS FALACIANOS BAZOFIAM À BOCA PEQUENA.

– Se não tem importância, então, por que você fala sobre isso, ameba artrítica? Que interesse esse nhém-nhém-nhém pode despertar em seus imbecilíssimos leitores? Pra que toda essa enrolação numa coluna de futebol, merda de micróbio? Ouço à minha direita e, sem olhar, adivinho o Geraldo, num esgar de boca, a esticar o pescoço em direção ao que escrevo para pilhar idéias e a poesia de minhas rocambolescas tiradas, enquanto recolhe gotículas de suor na testa com o lenço engomado e duro de tanto ranho seco.

– O quê! Não me diga que esse coágulo de sangue tuberculoso já começou a punhetar? Com o canto do olho, observo à minha esquerda, um quase-rosto em meio a uma espinha enorme, voluptuosa, prestes a entrar em erupção e me protejo. Me sentindo seguro, observo Ribamar, o matusalênico office-boy da redação, espremendo, empurrando, escavando, com unhas e dentes, no limite de suas forças, até que, num momento apoteótico, a hecatombe se realiza e me proporciona a visão do que pode ter sido um dia o big-bang. É o sebo líquido que explode cedendo à pressão dos dedos e se espalha por toda a redação, meus cepticíssimos leitores. Mas, não se enganem, não é só o sebo de uma espinha, não, não é uma espinhazinha qualquer, como são as espinhas da classe média, por favor, acreditem. É, antes, uma excreção ancestral, milenar, um vazamento remoto, de bem antes do homem tirar as patas dianteiras do chão. Um fenômeno tão desgraçadamente nojento que a natureza, por bem e por asco, já havia extinto e sepultado há pelo menos cem séculos. Mas isso não tem importância.

– Então não fale, cavalo de teta. Ninguém ri dessas tuas besteiras. Chega!, ninguém agüenta mais tanta aporrinhação! Zurra o Geraldo, esse ser contraditório e difuso, que fornica com a própria alma.

– É a vaidade, a pobreza e o fedor do terninho que cada vez aumentam mais. Ahahahahaha… Completa Ribamar, abusando de minha condição de humilhado emocional e economicamente.

Os dois, de braços dados, saem para fumar e eu fico a pensar com meus botões de futebol de mesa. Não sei se já disse isso a vocês, mas se não disse, digo-o agora, a humilhação por viver completamente endividado me acompanha há muito tempo. Sou um pobre inadimplente até na hora de pagar promessas. Na verdade, existe até um certo atavismo nessa característica peculiar de minha vida.  Vejam que sofro as mais cavas e profundas humilhações desde que, aos 8 anos, comprei fiado o meu primeiro pé-de-moleque na vendinha da dona Teta e jamais consegui quitar o débito. Fato que me marcou a ferro e fogo para sempre. Minto e já me corrijo. Eu não tinha ainda 8, mas 6 anos e não era um pé-de-moleque, mas uma elástica, sensual e agradabilíssima maria-mole. E também não era nenhuma vendinha, mas o completíssimo armazém de secos e molhados do seo Boleslau, um polaco de narinas peludas e barriga barrilizada. De lá pra cá, não pago nem meus pecados, pois, como já lhes disse, meu pequeno salariozinho dura exatos 10 dias e o mês exige 30 almoços e 30 jantares. Sim. E sem falar no café da manhã, na luz, na água, no transporte, no gás, telefone etc etc etc… Vem de toda essa falta essa monumental sensação de vazio que me preenche o dia-a-dia. Mas isso não tem importância.

A ÚNICA DIFERENÇA ENTRE O POLÍTICO E O LADRÃO É QUE O PRIMEIRO A GENTE ESCOLHE E O SEGUNDO ESCOLHE A GENTE.

Dou as costas para esse tipo de gente. Geraldo e Ribamar são única e exclusivamente duas de minhas referências para estupidez e a ignorância. Nada mais que isso. Então quero agora, como quem reza, iníciar a oração que estava prestes a lhes dizer, quando fui interrompido. O assunto de hoje, meus honestíssimos leitores, o que realmente quero lhes dizer é algo que me assombra há muito tempo. É de conhecimento de todos vocês o célebre ditado que diz que a justiça é cega. Pode até ser, mas só no restante do mundo. No Brasil, ela é cega surda, muda e tetraplégica. Só serve pra condenar pobrinhos, os ladrões de galinha, porque a rataiada graúda sempre foge pelo ladrão.

Dia desses, pensando cá com os meus botões de futebol de mesa, deduzi que não há nada neste mundo mais corrupto e ganancioso do que a sólida maioria da classe política brasileira. Não, não estou sendo inocente, meus precipitadíssimos leitores. A verdade é que essa classe, além de se servir no lauto banquete das mutretas e da impunidade, serve o grupo mandante, que, servido, caga caviar e limpa o rabo com notas de cem, enquanto sorri para as colunas sociais e para nós, que ficamos sem nenhum. São péssimos exemplos. Gente que veio ao mundo só para pilhar, piratas que roubam mais do que poderiam gastar se vivessem mil anos. O único ditado que essa caterva reconhece é o “há malas que vem para o bem.” Mas isso não tem importância.

MAS O QUIECO?

Sei que vocês devem estar se perguntando: “Mas o que isso tem a ver com o Hendrix, com o Garrincha, com a música, com o futebol?”

Tudo, meus indagativíssimos leitores. Viver é a coisa mais rara do mundo. Grande parte da raça humana apenas existe. E explico: sem arte, o mundo é apenas matéria. Um amontoado de tijolos, postes, pedras, fios, antenas, papéis, ferros, rodas, carnes e ossos. Reduzida à simples matéria, a humanidade se brutaliza. É muito pior do que qualquer animal selvagem, pois esse só mata na medida exata de sua necessidade. O homem ganancioso não, esse é capaz de colocar uma amante, coberta de jóias raras num transatlântico de luxo e deixar quinhentos operários na sua fábrica à míngua. Não tem limites a ignorância e a cegueira provocadas pela ambição. Mas ainda bem que há os que não querem nada deste mundo, os que vem para cá apenas para uma grande confraternização, verdadeiros anjos, que nem dias a mais cobram da vida.

Vão e vem com a pressa dos predestinados a realizar milagres. Mas isso não tem importância.

O TORCEDOR É UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO.

O Trevisan, na sexta, chegou à noitinha lá em casa. Eu e Dona Zenóbia, deitados preguiçosamente na rede, líamos o livro Passeio na Floresta, do Ademir Demarchi, ao sabor do vento, das broinhas quentinhas de fubá mimoso e de inquestionáveis goles de licor de ovos. Interrompendo nosso idílio, invejoso, caiu de boca na travessa de broinhas, estraçalhando-as; e. voluptuoso, levantou o litro de licor e entornou goela abaixo, esvaziando-o irremediavelmente. Então, descascou.

– Soube da última?

– Qual delas?

– O Torcedor virou evangélico.

– Tá louco? Nem brinque com um troço desses.

– Tô falando sério. Ajude teu tio enquanto é tempo.

– Só se eu matar esse filho da puta. Dona Zenóbia me repreende com o olhar e vai dormir.

– Eu tenho uma adaga em casa…

– Adaga ou adega?

– Hehehehe….

– Diz aí, Trevisan, o que aconteceu?

– Lembra daquela enfermeira boazuda, tratada à pizza e rocambole, que fazia teu tio salivar ao relembrar os dias de bole-bole?

– A Gertrudes?

– Ela mesmo. A diaba fez a cabeça do Torcedor.

– Que inferno! Será que tem cura?

– Pelo menos ele voltou a falar. Fica recitando versículos o dia inteiro.

– Ai, meu santinho padiciço! Não falou nada do Atletiba?

– Nem uma vírgula, é como se ele nunca tivesse ouvido falar de futebol.

– Vou internar o endemonhado. Mas trocando de assunto, pegou a mensagem no terreiro do Pai Veio Chico Fantasma?

– Não deu. Tua mãe queria que eu a encoxasse no tanque. Hehehehe….Claro que peguei, idiota!  Toma. É pra você abrir depois das 2 h da madruga, assim que ver a primeira estrela cadente.

– Sei lá, Trevisan, às vezes eu penso que todo esse misticismo não passa de… O desgracido sai e não diz nem tchau. Fico só. O céu agora é de um azul escuro compacto e um leve frio me obriga a entrar e me agasalhar. Protegido, volto para a varanda, acendo um cigarro e, lírico, ataco docemente o licor. Meus pensamentos viajam para as estrelas e, distraído, chego a pisar no Astor, meu pequeno viralatas, que reclama com argumentos barulhentos. O envelope em minhas mãos me provoca arrepios. Fumando e bebendo, espero. Mas isso não tem importância.

O ROBERTO PRADO NÃO VESTE PRADA.

Eram 5,22 h quando o telefone tocou. Pulei da rede, onde dormia a sono solto, e corri para atender antes que Dona Zenóbia acordasse.

– Fala, Beco. ( Beco, é o apelido do Roberto Prado)

– Você não erra nunca?

– Quando o telefone toca a essa hora, nunca.

– Impressionante! Mas ainda bem que você não estava tirando uma soneca.

– Imagine, Beco. Eu e Dona Zenóbia estávamos ensaiando um número de dança com um grupo de fandango lá de Paranaguá. Sabe aquela música que tem este refrão: “tamancos batem no chão,/ fandango é a nossa canção/ pinga de banana na cabeça/ fumo caiçara na mão”?

– Sei, sei.

– Pois é. Com o piso de madeira da minha casa, os tamancos fazem a festa. A vizinhança até já está arrancando ripas da cerca e cercando nossa casa pra assistir.

– Sucesso na certa, Dalton.

– Mas qual é a jogada, Beco?

– Um gênio criativo não pode ser treinado. Não existem escolas para criatividade. Um gênio é precisamente um homem que desafia todas as escolas e regras. Ele evita o chão batido, os caminhos tradicionais da rotina e abre novos rumos através de terras inacessíveis antes. Um gênio é sempre um mestre, nunca um aluno; ele é feito por si mesmo.

Adivinhando aonde a conversa vai me levar, sou cauteloso:

– As diferenças percebidas entre um gênio e um humano comum, dado suas peculiaridades irrelevantes, não são tão evidentes assim, pois muitos deles só conseguiram seu reconhecimento depois de sua morte, Beco.

– A natureza, Dalton, só permite aos gênios uma filha: sua obra.

A resposta direta e sem margem para maiores argumentações, desperta em meu íntimo minhas mais antigas ansiedades, mas não demonstro:

– Realmente, Beco.

– Um gênio está em evolução permanente, pois sua atividade cerebral incomum é espontânea e não aceita nada passivamente, o tempo todo ele quer entender o como e o porquê de tudo.

Uma gota gelada de suor desce nuca abaixo e me provoca um arrepio na espinha. Toda minha alma se contorce, tentando se equilibrar diante dos fortes abalos que se abateram sobre mim. Refeito, aguardo.

– Criadores, gênios, sempre foram considerados pela sociedade como uns lunáticos, uns loucos, uns desencontrados no amor e na vida. Veja você.

Sentindo a presença de,  pelo menos, dois saaras e um recôncavo bahiano atravessados na garganta, com a voz arenosa tento uma saída:

–   Breco, mina fidaf no aziguida… O desgracido desliga e não me deseja nem bom dia. Vou para a cozinha, faço um café forte e encho minha xícara de meia tigela. Ah! A vida volta ao meu corpo em toda sua plenitude. O mundo se enche de aromas e me enterneço. Mas isso não tem importância.

FUTEBOL É MUITO SIMPLES: QUEM TEM A BOLA, ATACA; QUEM NÃO A TEM, SE DEFENDE

A verdade é que o campeonato paranaense vai que é um upa para alguns times e nem tanto para outros. O fim de semana foi de festa. O futebol voltou ao estádio e junto com ele a torcida. Quem esperava por um Apocalipse Now sem a direção de um Francis Ford Coppola e sem a interpretação do genial Marlon Brando, enganou-se. O Atletiba foi digno da tradição: muita raça, dedicação e amor à camisa. O bombardeio coritibano do primeiro tempo provocou colossais tsunamis na Água Verde, mas foi o bom, velho e conhecido cruzamento de Netinho na área que enviou um terremoto para o Alto da Glória. Gol de Manoel, aos 35 minutos de jogo. Confirmando a tese de que quem não faz, toma no rabo. O Coritiba perdeu-se totalmente durante os 4 minutos seguintes, mas voltou à carga e aos 39 a pressão começou a se tornar insuportável. 20.000 atleticanos respiravam com dificuldade, mesmo com a vantagem no placar. O coxa era todo ataque. De repente, não mais que de repente, Rafinha dribla um, dói, três e manda um chocolate da entrada da área. Seria um golaço, mas Neto achou que ainda não há clima para a Páscoa e recusou o presente, com mais uma defesa cinematográfica. O Maringas nessa hora quase virou do avesso, mas, seguro, confidenciou para a bela torcedora que estava ao seu lado: “O jogo é jogado e estamos jogando muito mais que eles, vamos empatar ou vencer, porque somos incapazes de menos.” E não deu outra. Nem o pênalti não marcado em Renatinho, nem a não expulsão de Manoel pela entrada maldosa em Marcos Aurélio e o chute traiçoeiro em Renatinho, que saiu do jogo, nem a volta de Paulo Baier evitaram a igualdade alviverde. Golaço de Marcos Aurélio, silêncio rubronegro, festa da verde e branco. Logo em seguida, a patacoada do século. O segundo gol do Coritiba só não saiu porque o Ariel não deixou. O cara não fez nada no jogo, desde que entrou no lugar de Renatinho, e, quando fez, fez caca. Tirou o pão da boca de Marcos Aurélio que estava pronto e livre para marcar. Mas, assim como a áspera discussão entre os dois, o jogo também não deu mais em nada. O coxa manteve a vantagem de 4 pontos para o rival e o tabu de não perder em sua casa desde 2005.

O Paraná marcou um, ameaçou outros três e quase levou dois. Juninho foi o dono do jogo. Fim de campeonato para o Serrano. Está praticamente rebaixado.

Mas isso não tem importância.

O NELSON RODRIGUES É UMA BESTA! UMA BESTA!

Sirvo-me de uma generosa dose de licor de ovos e um belo naco de broinha de fubá mimoso e, não sei bem como, me lembrei da primeira vez em que me encontrei com Nelson Rodrigues. Ele falava em voz alta e gesticulava como se estivesse num teatro, com colunas gregas e concha acústica: “Até poucos anos atrás, o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava. E o primeiro a se saber idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais se atreveu a mover uma palha, ou tirar uma cadeira do lugar. Em 50, 100 ou 200 mil anos, nunca um idiota ousou questionar os valores da vida. Simplesmente, não pensava. Os melhores pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele. Deve-se a Marx o formidável despertar dos idiotas. Estes descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da onipotência numérica. E, então, aquele sujeito que, há 500 mil anos, limitava-se a babar na gravata, passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente etc. Houve, então, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas. Hoje, os idiotas pensam pelos melhores. Criou-se uma situação realmente trágica: — ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina.” Deixou-se cair na cadeira e ficou olhando pela janela com os olhos perdidos, como eu estou olhando agora para o mundo lá fora, meus expressioníssimos leitores. O calor desses três últimos dias me alegrou, gosto destes dias ensolarados e, a bem da verdade, eu já estava de saco cheio com tanta chuva. Mas isso não tem importância.

AS ARTES EXISTEM PARA NOS ENSINAR A MAIOR DE TODAS AS ARTES: A ARTE DE VIVER.

O que eu queria mesmo lhes dizer é que não houve no mundo até hoje ninguém mais terno, ninguém tão passarinho quanto o Mané. E também não houve ninguém tão doce, tão atemporal como o Hendrix. Sem eles, a vida ficou mais pobre, em todos os sentidos. É isso aí, meus paupérrimos leitores, enquanto na televisão, rádio e jornais os escândalos são manchetes e espoucam em todos os cantos do país, nós, os idiotas, vamos pagando a conta. Mas isso não tem importância. Anteontem, às 2,15 h, uma estrela cortou o céu antes de se espatifar no chão. Só então abri o envelope com a mensagem psicografada do Machado de Assis. O que ela dizia não me perguntem, meus curiosíssimos leitores, pois domingo tem jogo e um grito de gol está atravessado em nossa garganta e, quem sabe, um dia, este grito seja o rastilho que vai levar o fogo da nossa revolta à pólvora da revolução. Então, quem sabe, toda essa vergonha que sentimos hoje pela nossa resignação, fraqueza e covardia se transforme em orgulho, luz, verdade e arte, como uma extensão de nossas almas, exatamente como foi o futebol e a música para Garrincha e Hendrix. Assim, além de comemorar um gol, iremos festejar também o pleno exercício de nossa cidadania e da felicidade.

Poupem-me enquanto esse dia não vem.

Dalton Machado Rodrigues

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~ por polacodabarreirinha em 09/03/2010.

2 Respostas to “”

  1. Estupendo como o gol de empate no Atletiba!

  2. Brilhante!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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