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Versos ao Poeta

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Para Ivan Justen

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Certo, ninguém podia adivinhar,

Nasceu com dom, elã divino,

Mescla de dor e riso, som de sino

E água, palavra, menino a sonhar.

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Coisa feita, de berço, solto no ar,

Como se o poeta fosse um caminho

Que por estar entre a flor e o espinho

A grande maioria quer desviar.

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Estamos sós, mas isso é o de menos,

A mão do poeta escreve mesmo torto,

Quando seus versos não são pequenos.

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Sei, pra ressuscitar esteve morto.

Mas, agora, andando sobre as mágoas,

O poeta, como um deus, ri de suas lágrimas!

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Antonio Thadeu Wojciechowski

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~ por polacodabarreirinha em 22/03/2010.

2 Respostas to “”

  1. Devolvendo o toque de bate-pronto…

    Devolvendo o toque de bate-pronto,
    ainda sob o efeito deste soneto,
    (ou foi sob o soneto deste efeito?)
    que me deixou (e já sou) meio tonto,

    confesso que fiquei até sem jeito
    pra agradecer da maneira que encontro
    mais própria a tão grande amigo. Aqui apronto
    este poema de metro suspeito,

    que não chega nem perto da catega
    à qual a homenagem acima chega.
    Tributo a mim? Na verdade, não faço

    jus a tais versos. Neles, o Thadeu
    refletiu, além do tempo e do espaço,
    a poesia, que aqui agradeceu.

    Ivan Justen Santana

  2. Nossa Thadeu… que poema mais lindo.
    é para emoldurar no coração… sem palavras.
    beijo,
    Gi

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