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3 coisas para se pensar

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Acho que todo mundo sabe que eu, Roberto Prado e Alberto Centurião nos debruçamos durante maravilhosos 14 anos para, brincando brincando, fazer a adaptação do livro de Tao para língua de gente, como a de Lao Tsé. Toda essa violência que tem acontecido em nossa cidade (toda violência é de morte) me fez lembrar desses 3 textos, que refletem, magnificamente, toda a ignorância dos que tentam nos violentar com maus tratos físicos ou mentais.

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Boa reflexão.

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Polaco da Barreirinha

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Conservador Revolucionário

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O conservador é escola do revolucionário.

O revolucionário é mestre do conservador.

Por isso o homem de Tao revoluciona a poeira dos caminhos

mas conserva o peso da responsabilidade.

Não perdendo o sono por aplausos ou vaias (10)

a vida não lhe é um pesadelo.

É claro que é possível ordenar pelo não mandar

sem necessidade de conflitar os extremistas.

No pútrido conservadorismo o bem se imobiliza.

Na frívola revolução o que é ruim vira moda.

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A Inutilidade da Violência

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Aquele que se dirige aos povos

a mando de Tao

não comanda violência.

Toda ação armada

gera uma reação até os dentes.

Onde as armas são grandiloqüentes,

o silêncio é de morte.

A uma grande guerra a natureza responde

negando sustento a quem desceu o braço.

O bom guerreiro afia sua defesa

mas não se fia no poder da lâmina.

Se for preciso vencer,

vence como quem empata.

Se for preciso vencer,

vence e não espalha.

Se for preciso vencer,

vence e não postula medalha.

Se for preciso vencer,

vence e isso já lhe é uma derrota.

Se for preciso vencer,

vence por ser incapaz de menos.

Ao que atingiu o apogeu da montanha,

restou rolar ribanceira abaixo.

Aquele que aplaude a violência, vaia Tao.

E sobre quem vaia Tao, logo logo,

vai fogo.

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A Lei da Destruição

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Há coisas que só o sofrimento ensina.

Tem gente que só morrendo.

A força bélica é um dos instrumentos da Lei da Destruição.

Perto dela o terremoto é sutil

e o furacão uma brisa que acaricia.


O homem de Tao deixa Pompéia

ao humor do Vesúvio,

Atlântida ao sabor das ondas,

a Idade Média com suas próprias pestes,

para que a faxina faça a limpa

e a morte sobreviva.


Na Natureza é artificial a ajuda da chacina.

Só marcham para matar os que estão marcados para morrer.

Vê mérito na carnificina

aquele que gosta de sofrer.


Perante a Lei da Destruição,

quem apressa a própria ou a alheia desencarnação

joga fora o que foi no caixão.


Finda a batalha, o luto:

quem está possuído pelo Tao chora a vitória

que o sabor de derrota enluta.


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~ por polacodabarreirinha em 28/04/2010.

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